"Ouso em repreender a sociedade"
sábado, 14 de novembro de 2009
O meu advento
Estou em casa, está muito vazia, talvez mais do que o habitual. O chão está quente, mas está a arrefecer. Sinto um arrepio profundo a passar-me ao lado e não vejo mais nada para além da solidão penetrante e obscura. Olho em redor e vejo objectos, estáticos; ouço o silêncio mais profundo. Olho-me ao espelho mas não vejo nada para além de carne e osso... gostava de saber mais sobre mim. Tentei criar espectativas do que faria eu neste mundo para além de viajar sem destino mas não encontrei resultados. São impossiveis. Cheguei a uma conclusão, vivêmos para morrer. Somos seres humanos, ([in]felizmente) racionais. Têmos mãos que destroem, acariciam, amam, mãos que aquecem e magoam. Têmos pés para andar para a frente e recuar. Têmos coração para amar e chorar. Têmos uma alma à qual entragamos um dia de novo ao desconhecido. Terêmos nós que encontrar, obrigatoriamente, um verdadeiro amor? Não podêmos viver apenas de amizades? É tudo um pouco estranho, tu muito complexo mas eu ainda me procuro e sei que, depois deste longo percurso denominado de vida, chegarei ao meu advento e esperando que tenha atingido algo de bom proveito enquanto percorri o mundo. Para já, continuo no meu quarto frio e escuro, apenas à espera duma resposta.
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
Fantasias de um sonhador.
Sonho contigo. Nesse sonho vejo-te como nunca te vi, crio as mais belas veleidades. Imagino-me em ti, dentro de ti; imagino-te a olhares para mim, ver se me reconheces, olhas-me de verde. Passam momentos e tu decides dar-me a mão e eu começo a falar da tua grandeza, o que me és exactamente; começo-me a afogar em lágrimas mas tu salvas-me (não sei bem porquê!). Olho-te de novo e tenho vontade de... saciar os teus lábios por breves segundos... ou minutos. Talvez até os queira para sempre. Toco-te suavemente e perco-me no labirinto do teu corpo morno, leve e quanto mais te sinto em mim, mais me concentro em ti. Agora tocas-me tu, mas de uma forma pedinte: "Quero os teus lábios" - dizes tu meia perdida. Já esperava este momento há muito, decidi então beijar-te. Estava num quarto, aliás estávamos. Aproximaste e olhas-me de novo. Passas com os teus fios de ouro sobre o meu mim, roças os teus lábios nos meus e beijas-me por fim. Vamos aos encontrões até à cama e tu empurras-me. Caí em cima dela e tu em cima de mim. Não sei como o fizeste mas é certo que fiquei muito quente e o teu corpo morno estava a escaldar. Beijas-me ainda mais intensamente e mordes-me a orelha e eu passo-te a mão no corpo todo (nunca me senti assim.) Começas a enlouquecer e eu também. Eu tiro-te a roupa e tu pouco mais, beijaste-me no peito e eu também o fiz. Vou andando para baixo e tu imploras que não pare. Arranhas-me. Continuo até chegar ao centro da tua fantasia! Finalmente aconteceu algo de maravilhoso, na minha opinião, partilhar o sentimento de amor é o sentimento mais belo e humano e, depois de muito tempo, consigo-te sentir... senti-te tão fortemente que a noite ardeu, e o sonho levou com uma onda de sons. Acordaram-me! Suspirei de raiva, era tudo um sonho apenas. De que me valeu? Quando acima de tudo gostaria de te ter! Mas não te tenho...
Perdemos.
O mais que faço não vale nada.
Pedem-me para arriscar mas não quero.
Saíste e já nem te lembras da entrada,
Eu fico lá no meio, eu fico à tua espera.
Espera essa que não vai corresponder,
Ao facto de te amar e tu nem entenderes.
A veleidade que passou a correr,
E o poema que nunca te consegui escrever.
Meu amor, tu não passas de uma definição,
Que multiplicada por dois dá sempre incógnita.
Gostava mesmo de saber qual é a sensação
De ser pessoa que em ti acredita.
Olhar-te nos olhos é muito complicado
Mas eu já te olhei uma vez e eles são castanhos.
Não sei qual é a palavra do inacabado,
Sei que esses poderosos já me são estranhos.
Deste-me a mão e o coração caíu,
Tão fortemente bateu no chão que se partiu;
Abanaste muito a mesa e essa foi a causa,
Daí ter acabado e tu ainda pensares que é só uma pausa.
Em cima desta folha, te escrevo, de caneta já gasta,
'Não espero mais, vou procurar os inversos.',
Levantei-me de preto e saí da costa.
Sobre ti, meu amor, estes foram os últimos versos.
Pedem-me para arriscar mas não quero.
Saíste e já nem te lembras da entrada,
Eu fico lá no meio, eu fico à tua espera.
Espera essa que não vai corresponder,
Ao facto de te amar e tu nem entenderes.
A veleidade que passou a correr,
E o poema que nunca te consegui escrever.
Meu amor, tu não passas de uma definição,
Que multiplicada por dois dá sempre incógnita.
Gostava mesmo de saber qual é a sensação
De ser pessoa que em ti acredita.
Olhar-te nos olhos é muito complicado
Mas eu já te olhei uma vez e eles são castanhos.
Não sei qual é a palavra do inacabado,
Sei que esses poderosos já me são estranhos.
Deste-me a mão e o coração caíu,
Tão fortemente bateu no chão que se partiu;
Abanaste muito a mesa e essa foi a causa,
Daí ter acabado e tu ainda pensares que é só uma pausa.
Em cima desta folha, te escrevo, de caneta já gasta,
'Não espero mais, vou procurar os inversos.',
Levantei-me de preto e saí da costa.
Sobre ti, meu amor, estes foram os últimos versos.
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