"Ouso em repreender a sociedade"

sábado, 14 de novembro de 2009

O meu advento

Estou em casa, está muito vazia, talvez mais do que o habitual. O chão está quente, mas está a arrefecer. Sinto um arrepio profundo a passar-me ao lado e não vejo mais nada para além da solidão penetrante e obscura. Olho em redor e vejo objectos, estáticos; ouço o silêncio mais profundo. Olho-me ao espelho mas não vejo nada para além de carne e osso... gostava de saber mais sobre mim. Tentei criar espectativas do que faria eu neste mundo para além de viajar sem destino mas não encontrei resultados. São impossiveis. Cheguei a uma conclusão, vivêmos para morrer. Somos seres humanos, ([in]felizmente) racionais. Têmos mãos que destroem, acariciam, amam, mãos que aquecem e magoam. Têmos pés para andar para a frente e recuar. Têmos coração para amar e chorar. Têmos uma alma à qual entragamos um dia de novo ao desconhecido. Terêmos nós que encontrar, obrigatoriamente, um verdadeiro amor? Não podêmos viver apenas de amizades? É tudo um pouco estranho, tu muito complexo mas eu ainda me procuro e sei que, depois deste longo percurso denominado de vida, chegarei ao meu advento e esperando que tenha atingido algo de bom proveito enquanto percorri o mundo. Para já, continuo no meu quarto frio e escuro, apenas à espera duma resposta.

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