Braga, 8 de Julho de 2008.
Observo o céu e penso. Ontem conseguia ver o teu reflexo numa das estrelas; hoje a visão está turva, não vejo nada! Ontem uma delas brilhava porque eu radiava de felicidade; hoje apagaste as luzes e foste-te embora, sem deixar um raio de luz para eu continuar o meu caminho. Ontem estava a teu lado, neste mesmo telhado, ouvia a tua suave melodia a dizer-me palavras que eu nunca tivera ouvido antes por alguma outra pessoa; hoje aprecio o silêncio e discuto com a escuridão. Ontem sentia-me protegido por mil escudos; hoje sinto-me indefeso.
Já cansado, sentado, espero pelo novo dia, entretanto deprimo e arfo constantemente por causa do frio. Foco o meu pensamento em ti mas amanhã declinarei qualquer tipo de pensamento sobre ti. Hoje quero-te de volta; amanhã quero que desapareças. Hoje estropeio-me a olhar para o céu mas amanhã chegarei a um consenso.
Apesar de tudo, no silêncio mais profundo, a tua melodia ainda sussurra nos meus ouvidos; olho para o palmo da minha mão e ainda vejo os teus traços cruzados com os meus como se aqueles estranhos poderosos nos quisessem dizer o nosso futuro; cheiro a minha camisa branca e ainda sinto o teu doce perfume; olho para uma estrela e vejo-me projectado, e a meu lado encontraste tu. Mas, na realidade vejo o que menos desejo, não te tenho a meu lado e levaste contigo o verbo mais transitivo de todos.
Já é tarde e os meus olhos estão semi serrados, como se quisessem apenas dormir para sempre, mas só apenas. Limpo as lágrimas e de novo, observo o céu e penso.
"Ouso em repreender a sociedade"
domingo, 22 de março de 2009
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adoro :)
ResponderEliminarestá... lindo, mesmo.
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Cada palavra tua é um pedaçinho da tua alma, por sinal bela e pura :) Escreves tão bem meu amor *.*
ResponderEliminarAMO-TE!